Oitavo Formarau da Trupe Ortaética aconteceu na ultima sexta-feira


 

O Sarau de poesias da Trupe Ortaética, que acontece semestralmente com uma prévia do que teremos no final do ano, aconteceu num clima de muita música e poesia.

Firmamos parceria com a Biblioteca do CEU Jaçanã que nos emprestou livros de diversos escritores e poetas brasileiros. No nosso banquete literário tivemos Drummond, Manoel de Barros, Clarice Lispector, Leminsky, Bandeira, Quintana e outros patrimônios das letras…

A abertura foi com o hip hop dos meninos do “Cultura dos Tambores” liderado pelo nosso amigo Marcílio que sempre vem pra somar na Trupe; tivemos também monólogos teatrais, com duas belas apresentações do Allan Douglas, ator da Trupe com provocações bastante produtivas em relação ao que temos pesquisado nos encontros  e também uma cena instigante sobre as ultimas notícias políticas.

Tivemos duetos e trios, com o Allan Scoober e seus amigos, com a Marisa e sua filha, cantorias à capela e um mega show acústico com a Banda Joe Band que trouxe para nosso palco clássicos da MPB.

É lindo ver pai e filho no nosso palco, é de encher os olhos aproximarmos ainda mais novos e velhos irmãos em sintonia artística e isso a gente sempre vê por aqui…

A dança ficou por conta da Tamires Rodrigues com uma apresentação de balé contemporâneo, em seguida seu pai, o Sr. João Carlos declamou uma bela poesia. Atores da Trupe, amigos e familiares declamaram diversos poesias encantadoras. A Kaliane Miranda, atriz na Trupe Ortaética fez uma interpretação no texto de Clarice Lispector que silenciou toda a plateia em reflexão, um texto que falava sobre vida e morte, sem dúvida um disparador de pensamentos.

Amanda Moraes trouxe ao palco o texto intimista de seu próprio amigo, presente na plateia e arrancou aplausos de todos…

Nosso professor Tiago Ortaet fez declamações com suas letras autorais e trouxe o pequeno Otávio para ajudar na apresentação do evento. Enquanto isso outros da equipe panfletavam sobre nossos encontros semanais para os convidados, numa maneira de atrairmos mais gente para esse ciclo multi-artistico que vivenciamos.

Realizamos sorteios de 6 livros do Seminário Nacional de Dramaturgia para o Teatro de Rua e reafirmamos nosso compromisso com a militância cultural de nossos lugares, nossos lócus sociais… A luta continua!

Dia 2 de Novembro teremos um Formarau gigante, do tamanho dos nossos sonhos. Evoé! Alehop é teatro.

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“um par de botas não desbota a cor da infância?!?!” WORKSHOP “BAÚ DA INFÂNCIA” com Léo Alves


Tivemos novamente uma aula aberta que contempla nosso processo criação e pesquisa para o experimento cênico que está por vir “PEDRA NO LAGO”.

Sempre levamos muito a sério a máxima de que teatro é procedimental, é documental, relacional para ser teatro além do palco, para ser expansão da vida na própria vida.

Se uma “PEDRA NO LAGO” faz a água repercutir, propagar, emanar, refletir, um encontro mediado por um PSICANALISTA faz do mesmo modo tudo isso, porém num auto-reverso jamais experimentado.

A arte é tamanhamente fundamental, rica e generosa capaz de acolher outras áreas do conhecimento afim de borbulhar em ideias, de criar rizomas.

Após uma série de exercícios, dinâmicas, improvisações e sonoridades instigados aos participantes pela equipe Ortaética13 o Psicanalista Junguiano e Corporal Léo Alves (que é para nós um preparador necessário) tomou conta da condução do encontro com provocações que nos colocaram em ressonância com tudo aquilo que fomos e somos.

ELE TIROU UMA DE SUAS BOTAS CALÇADAS, JOGOU EM CENA E PERGUNTOU: DE QUEM É ESSA BOTA?

Pronto bastou isso para conhecermos o “HAROLDO”

Muitas discussões, debates, enfrentamentos, concordâncias, descobertas depois, eis que surge a “MARGARETH” esposa do “HAROLDO” e ambos estavam sob nossas vistas, sob nossos conscientes e in conscientes disparados.

A partir de então o Léo ligou conosco a ” MÁQUINA DO TEMPO” com um som tipicamente teatral e regressamos para a infância dos dois focos de estudos do meio do nosso palco Ortaético.

Daí por diante foi sentimento, sensibilidade e cada um de nós!

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TRUPE ORTAÉTICA realiza LEITURAS DRAMÁTICAS


 

Uma plateia bastante atenta e perceptiva às entonações vocais e as intenções de cada interpretação dos atores convidados e atores da Trupe celebraram a noite de ontem com muita dramaturgia, com aprendizado e risadas. Foi assim a estréia do Ciclo “Leituras Dramáticas” idealizado por Samira Santana e equipe do Centro de Educação Unificado Jaçanã, que nos fez o honroso convite para a abertura da mostra.
houve explanação das diretrizes do texto dramaturgico, exposições sobre o contexto da obra “Promessa pro Santo Errado” de Maria Duddah Senne, interpretado pela equipe e no final um bate papo bem descontraído.
Ficou-nos a convicção que ler é o melhor remédio, pois como diz um de nossos professores, “Leitura cura tudo” http://www.facebook.com/casaortaetica

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TRUPE ORTAÉTICA PARTICIPARÁ DE OFICINAS COM GRUPO POPULACHO DE GUARULHOS


Queridos amigos da Trupe Ortaética, meu amigo de mais de uma década Rodrigo Pignatari, ator, arte/educador e diretor teatral da cidade de Guarulhos está conduzindo um inquietante ciclo de oficinas com módulos independentes, que está diretamente vinculado com o processo de criação do espetáculo “Ba. bi. lô. ni. a Compactada” do Grupo Populacho.

Por se tratar de um teatro engajado, com extremo compromisso de pesquisa reitero o convite feito em nosso encontro desse final de semana para que PARTICIPEMOS de alguns desses módulos, pois nos serão de grande oportunidade de aprendizado.

Aproveitemos a circunstância de nosso processo de criação para interagirmos com esse grupo do mesmo modo que temos feito durante todo o ano de 2013, essa será mais uma possibilidade de parceria.

A OFICINA É LIVRE À TODOS. INICIOU NESSE FINAL DE SEMANA, MAS PROSSEGUE NOS PRÓXIMOS, COMO CONSTA LOGO ABAIXO.

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Fundamentada nos procedimentos para montagem do espetáculo “Ba.bi.lô.nia”, a oficina tem como objetivo oferecer um curso de 8 módulos sobre a construção de uma linguagem teatral por meio de vivências sobre o Corpo,o Espaço e a Imagem.

8 módulos
10/08 – sabado – 14h as 17h
I módulo – De como o mundo não realiza os meus desejos?

11/08 – domingo – 10h as 13h
II módulo – Reação-Deriva: Ver o mundo com outras perspectivas.

17/08 – sabado – 14h as 17h
III módulo – Rotina: modos de enxerga-la.

18/08 – domingo – 10h as 13h
IV módulo – Pulsação: De como nosso coração se transforma no pulsar da cidade/babel?

24/08 – sabado- 14h as 17h
V módulo – Reação: Corpo – Espaço: O que em você e no espaço revela a babilônia?

25/08 – domingo – 10h as 13h
VI módulo – Exposição: Como revelar a babel/confusão em uma construção concreta? A torre de cada um.

* O módulo VII e VIII serão realizados em outros espaços, que iremos divulgar em breve

TRUPE ORTAÉTICA NA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE GUARULHOS – HOJE


DSC_1485 DSC_1486NA MESA DE DEBATES, SIMONE CARLETO E ELIANA SOTERO (AMBAS DA SECRETARIA DE CULTURA E MINHAS AMIGAS DAS ARTES POR QUEM TENHO GRANDE ADMIRAÇÃO) AO CENTRO O SOBREVIVENTE, RESISTENTE, POLITIZADO E MITO-ARTISTA DE SÃO PAULO – LUIZ CARLOS MOREIRA, DIRETOR DO ENGENHO TEATRAL, PROFISSIONAL QUE PALESTROU NO EIXO SOBRE TEATRO DESSA CONFERÊNCIA; UM CIDADÃO COM APENAS SEUS 40 ANOS DE TEATRO.

FOI A TERCEIRA VEZ QUE EU TIVE O PRIVILÉGIO DE OUVÍ-LO, FICARIA HORAS A FINCO SEM SE QUER PISCAR…

PARABÉNS A SECRETARIA DE CULTURA PELA EXCELENTE ESCOLHA!!!

E POR FALAR EM MICRO-POLÍTICA NO ENCONTRO DA CORPOESIA…


 

Nome do autor: Iazana Guizzo

Instituição: Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense

Cidade: Rio de Janeiro

Tipo de Proposta: Comunicação Oral

Micropolíticas Urbanas

  O texto propõe colocar uma lente em nossos olhos que faz ver os sujeitos, objetos e as

práticas – focando no campo da Arquitetura e do Urbanismo – como forças. Em relação e

movimento, essas forças estão sempre aumentando ou diminuindo a potência umas das outras e produzindo, através de práticas, sujeitos e objetos. Por isso dizemos que o espaço não é algo fechado conforme o desenho, mas sim um folheado infinito em possibilidades dadas a cada instante.  Por estar em relação toda a força age sobre outras forças. Logo, toda relação entre forças é uma relação de poder. Essa análise, de Foucault, coloca o poder antes como produtor do que como repressor. E por este produzir as maneiras de viver, as verdades, as estruturas sociais, os espaços, podemos considerar todos esses acontecimentos políticos: micropolíticos como chamou Guattari. Abordaremos as questões espaciais como micropolíticas urbanas ao serem produtoras de realidade, portanto, produtoras parciais de subjetividade.

ST4 – Modos de subjetivação na cidade

Micropolíticas Urbanas

O que são, afinal, micropolíticas urbanas? As cidades são invenções dos arquitetos e

urbanistas ou de seus corpos? Que potência política podem ter as práticas espaciais em uma

cidade?

Queria tocar um lugar.  Ao tentar toquei um banco, um chão, uma árvore. Surge uma dúvida: tocava um banco ou um tijolo rebocado? E ao tocar o tijolo, não teria tocado barro cozido? E o barro não seria um composto de terra com areia? Se seguirmos este raciocínio até os átomos seríamos forçados a concluir que tudo não passa de partículas em constante relação e movimento. Assim podemos dizer que a questão de chegar a um lugar e dizer que existe um banco é apenas perceptiva e que esse dizer é construído por certa organização social, que fixa formas e percepções a fim de reconhecer objetos e sujeitos. O que há de fato em um lugar é um conjunto de partículas em relação e movimento.

Mas o lugar me toca. O que toca? Não é o banco que toquei ou qualquer outro objeto

dessa rua. Há um universo intocável com as mãos, que vive no entre, na relação entre coisas – na relação entre o banco e a árvore, na relação entre um transeunte e o gramado – que podemos perceber mesmo que temporariamente.

São forças que conectam as partículas para constituir um banco e são outras forças que

fazem ver o banco. Junto com objetos e sujeitos há um plano de forças, de relações, que são tão reais quanto o banco, mas tão mutáveis quanto a nossa percepção em relação a ele. O que toca são forças. Sempre há um conjunto de forças atuando em um lugar que faz transformá-lo a cada instante. O lugar nunca é o mesmo, apesar de podermos visitá-lo inúmeras vezes.

Colocamos uma lente em nossos olhos. Uma forma de ver – uma luneta – um instrumento

capaz de mostrar outros detalhes. Uma micro lente que faz perceber de forma colorida as forças que atuam nos lugares. Olhando através da lente vemos que a cada instante é formado um outro lugar no mesmo endereço. Usemos cores como exemplo para ilustrar esta questão.

A  cada instante uma cor toma conta do endereço1. Ela pinta o endereço. Voltemos ao exemplo do banco para vê-lo através de cores. Imaginemos que a forma do banco é cor amarela. Essa forma é parte de um conjunto de forças amarelas que não estão apenas na forma do banco, mas na maneira com que comumente se percebe e se usa esse banco. É uma forma de ver o banco amarelo, de usá-lo amarelo, ou seja, um estado do corpo amarelo, que faz consistir essa força.

1 Endereço foi o termo que criamos para delimitar um espaço geográfico, de fato um endereço postal. Criamos esse conceito para delimitar uma diferença entre o conceito de espaço como um lugar e assim poder introduzir o conceito de espaço folheado como possibilidades, que iremos explicitar mais a frente no texto.

Apesar da força amarela materializar-se de diversas formas, não há só essa cor de força.

No instante em que alguém não vê o banco amarelo – como um índio, por exemplo, que pode não reconhecer que aquela forma é para sentar de um determinado jeito – ou ainda quando alguém não quer sentar “de forma correta”, isso faz com que surja outra força. É a força azul que agora irá pintar o lugar ou, se não pintar, no mínimo entrará em combate com a força amarela.

Nesse combate poderíamos ter outros inúmeros agentes como um guarda amarelo que informa a maneira correta de sentar, ou olhares amarelos dos que passam; ou, ao contrário, pessoas passando e cantando azul, outros que sentam no chão azul e, a cada instante dessa

disputa, uma das forças irá pintar o endereço mesmo que no próximo instante a cor já seja outra.

É um conjunto de amarelo que move uma percepção e é um conjunto de azul que quer

contrapor essa percepção. Pode também haver um conjunto de cinza, verde e lilás que juntos colocam suas forças em ainda outras direções. E é por haver tantas direções que esse lugar ora se torna azul, ora amarelo ou ainda um cinza esverdeado. Os espaços não pré-existem a essas pinturas, as forças estão sempre em disputa pela pintura do lugar.

Não há espaço incolor ou neutro, há sempre uma composição de forças produzindo um espaço a cada instante em um endereço. O espaço, então, ao invés de ser algo dado, uma vez criado, é a materialização das relações de forças produzidas em um instante. Sua duração é de um instante porque no próximo a composição das forças já será outra. Podemos dizer, portanto, que em cada endereço temos infinitas possibilidades de espaços, em outras palavras, o endereço é um espaço folheado de infinitas camadas possíveis que irão se atualizar a cada instante conforme a disputa das forças pela pintura do endereço.

“Existe igualmente, em cada instante de demarcação do aqui e agora, um folheado sincrônico de espaços heterogêneos.” (Guatarri, 1992:153) A primeira afirmação desta micro-lente

será, portanto, a partir do conceito de espaço folheado introduzido por Felix Guattari, a de que não há espaço anterior às lutas, anterior às relações de força e, assim sendo, não há um sujeito que concebe este espaço, mas sim um conjunto de interferências, de forças, que aumentam ou diminuem a potência umas das outras a cada composição.

Os arquitetos e urbanistas não concebem espaços, porque as composições dos folheados

se dão a cada instante. O que há no exercício do arquiteto e do urbanista são interferências em um endereço. As concepções e disposições de objetos para um lugar constituem apenas uma camada das inúmeras do espaço folheado, uma força atuando em uma direção, possibilitando ou inibindo ações. Uma força que está sempre em relações com outras, portanto jamais imutável e única.

O exercício do arquiteto, então, não produz o espaço, mas uma camada deste, uma

camada de forças que entrará em relação com outras e é a síntese dessa relação que compõe o endereço em um instante. Os espaços não existem a priori, são relações sempre dadas a cada instante o que deixa aberta a possibilidade de um lugar ser sempre pintado por distintas cores, e isto é o que garante ao espaço folheado ser um infinito em possibilidades.

Se o endereço é pintado a cada instante, mesmo que repintado da mesma cor, o que seria

a parte “estática” do espaço, ou melhor, o que seriam os objetos trabalhados pelo campo da

arquitetura e do urbanismo?

Os objetos também são forças. A forma do banco é uma força que atua em uma direção.

Ela dificulta ou facilita ações. Por exemplo, podemos ter um banco que confunda a certeza das

pessoas de que aquele objeto é um banco e desta forma provocar outros sentares ou criar

dificuldades para o guarda intervir. Em contraposição, podemos ter um banco onde seja muito

difícil sentar de outra forma que não a prevista pelo desenho dele, ou ainda, localizar o banco de tal forma que facilite a visão do guarda. Pensando ainda com o exemplo anterior das cores,

podemos dizer que o primeiro banco se agencia mais facilmente com a força azul e o segundo

com a amarela.

A diferença das forças de um objeto para a força de uma ação de um corpo é o seu tempo

de duração. A composição de forças que faz sustentar a forma banco, até mesmo o traço do

concreto deste2, vai condicionar sua durabilidade física. Se esse banco durar vinte anos e nele

estiver impresso força amarela; são vinte anos de força amarela atuando naquele endereço.

Mesmo considerando que em algumas composições a força amarela possa se enfraquecer, em

outras tantas pode também se sobressair. Esse é um cuidado que ao produzir espaços podemos ter; um cuidado que deve ser proporcional ao tempo de durabilidade dos objetos desenhados.

Enfim, entender o espaço como força, é entendê-lo sempre em relação com outras forças.

E por incidir uma força em outras é que podemos analisar: que forças estão sendo impressas nos objetos arquitetônicos e urbanísticos? Com que outras forças elas se agenciam?

As forças irão constituir desde a necessidade da existência física de um lugar até a forma

que o projetamos, percebemos e ocupamos. Em qualquer relação há sempre um encontro de

forças e nesse encontro há sempre um aumento ou uma diminuição de potência delas. Toda força pode se agregar ou resistir à outra força e por isso “toda relação de força é uma relação de poder (…) é uma ação sobre a ação, sobre as ações eventuais, ou atuais, futuras ou presentes, é um conjunto de ações sobre ações possíveis (…) induzir, desviar, tornar fácil ou

difícil, ampliar ou limitar, tornar mais ou menos provável.” (Deleuze, 2006:78).

O poder, visto de forma microfísica, está em qualquer relação. O poder do azul é dado

quando ele não compõe com o amarelo, ele faz ficar tanto azul que o amarelo passa a condição apenas de possibilidade. Nessa relação o amarelo perde potência e o azul ganha e se a forma do banco induzir à força amarela, ela está implicada com essa força, por todo o tempo que durar esse banco.

2 Traço: expressão usada para informar a composição do concreto, ou seja, a proporção de areia e cimento de cada concreto. Quanto mais cimento, mais resistente fica o concreto e, portanto, mais durável também.

A cada relação, portanto em toda relação de espaço, de saberes, de mídia, de sujeitos, há

uma relação de poder. Este, então, não se configura como um poder central que submete os

povos, mas ele está entre os povos, nas práticas cotidianas de cada coletividade. Está em cada

embate de forças, nos aumentos e nos constrangimentos de potência, nas inúmeras relações de cores por todos os lados. “O poder esse que intervém materialmente (…) se situa ao nível do próprio corpo social, e não acima dele, penetrante na vida cotidiana e por isso podendo ser

caracterizado como micro-poder ou sub-poder.” (Machado, 1979: XII)

A microfísica do poder atua no cotidiano, isto é, nas relações cotidianas enquanto relações

de poder. Ao contrário de entender o poder a partir de uma lógica de repressão, exclusão e

censura, como comumente entendemos, Foucault nos propõe observar um poder que antes de repressor é produtor. Um poder que produz as maneiras de viver, os saberes, elege o que é

importante, seleciona, etc. Um poder produtor de realidades.

E se essas realidades se tornam constantes é pelo seu efeito de conjunto, é porque

surgem por todos os lados.  Há “onipresença do poder (…) porque se produz a cada instante. (…) O poder está em toda parte; não porque englobe tudo e sim porque provém de todos os lugares”. (Foucault, 1988:103) Se a força amarela consiste é porque desenhamos um banco amarelo, mas não só, também produzimos olhares amarelos, frases amarelas, gosto amarelo. Se por todos os lados a força pintada é amarela, começamos a somente perceber amarelo e agir amarelo, passamos a ser agentes do amarelo.

Foucault desloca a análise para o nível das forças, mostra-nos que ações de poder podem

ser encontradas todas as vezes que uma força pintar um suporte. O poder não está apenas nas organizações estatais ou em grandes corporações, ou seja, em macro-estruturas, mas ele atua também na esfera micro “com a condição de não entendermos ‘micro’ como uma simples miniaturização das formas visíveis ou enunciáveis, mas como um outro domínio, um novo tipo de relações, uma dimensão de pensamento irredutível ao saber: ligações móveis e não-localizáveis” (Deleuze, 2006:82).

A microfísica é uma análise dessas relações de forças, onde a intervenção do poder se dá

ao nível do corpo, dos afetos, da forma potente ou impotente que saímos de cada relação. Ela

analisa em cada espaço as forças com que este espaço se agencia, o que significa o mesmo que

analisar os afetos que são por ele disparados.

Assim, a segunda afirmação dessa micro lente é que o espaço como agente de forças,

como espaço folheado, não apenas representa mas produz realidades. Os espaços arquitetônicos e urbanísticos não são apenas materiais, eles agem como forças, induzindo ou inibindo ações. O poder do espaço está precisamente aí, na medida em que ele produz realidades.

3 Por suporte aqui entendemos qualquer forma material, ou seja, um livro, um objeto arquitetônico, um corpo, etc. Quis reencontrar alguém.  Reencontrei e já era outro. Uma outra pessoa tão parecida com inúmeras e ao mesmo tempo diferente dela mesma desde a última vez que a encontrei. Há sempre uma diferença; uma diferença que é mais facilmente perceptível com o passar dos anos, todavia, mesmo em questão de instantes podemos percebê-la. Quando vejo um acidente, por exemplo, me torno naquele instante radicalmente outra. Há diferença porque somos forças em relação com outras forças.

Afetamos e somos afetados por diferentes forças e intensidades a cada instante e assim

somos constituídos a cada relação. Nossos corpos, tais quais os endereços, também são pintados por forças amarelas, azuis, vermelhas. Se os corpos podem ser afetados modificando-se através de relações de força, a subjetividade não pode ser imutável, não pode possuir uma essência ou uma identidade interior, mas deve sim ser compreendida como um processo que se forma a cada relação com a exterioridade, com um plano multicolorido de forças externas.

Não nascemos amarelos, mas nos tornamos amarelos, ou melhor, ora somos pintados de

amarelo, ora de azul, ou ainda compomos de tal forma que inventamos um lilás. Os sujeitos são produzidos a cada instante por relações de forças, não possuindo de nenhuma maneira uma essência imutável. O que há são forças que nunca cessam de incidir e muitas vezes de reincidir. “Seria conveniente definir de outro modo a noção de subjetividade, renunciando totalmente à idéia de que a sociedade, os fenômenos de expressão social são a resultante de um simples aglomerado, de uma simples somatória de subjetividades individuais. Penso,  ao contrário, que é a subjetividade individual que resulta de um entrecruzamento de determinações coletivas de várias espécies, não só sociais, mas econômicas, tecnológicas, de mídia, etc.” (Guattari, 1986: 34)

A subjetividade “não se situa no plano individual, seu campo é de todos os processos de

produção social e material.”(Guattari, 1986:32). Aqui não usamos esse termo para definir os

sujeitos a partir de algo interior a ele como um plano individual. Como disse Felix Guattari os

indivíduos são como terminais dessa subjetividade exterior, dessas relações de forças, como toda a produção social e material.

Corpos também inibem ou induzem ações. Os corpos, como os endereços, são forças em

relação com outras forças que irão afetar-se e modificar-se a cada relação. Os jeitos de ser, os

espaços, a mídia, a linguagem, tudo isso são formas, mas são formas associadas a forças que

estão em relações de poder; são os terminais de Guattari.

Os sujeitos e os espaços são terminais e estão sempre sendo afetados e afetando outras

forças, estão sempre em movimento, se formando (reformando-se) nessas relações, aumentando ou diminuindo seu poder. Por isso não há um sujeito, um José, mas um processo José que será interferido incessantemente por inúmeras forças, inclusive os inúmeros endereços que ele irá, com a relação da sua própria força, também produzir.

O que estamos querendo dizer é que não há um sujeito fixo, como não há um espaço fixo,

eles não são fechados em uma essência. Isso não significa, no entanto, que não possam ser

produzidos de forma fixa. O que queremos chamar a atenção é que a forma fixa também é uma produção. E tudo que é produzido pode ser de outra forma, ou seja, toda forma, mesmo fixa, é passível de mudança.

Dessa maneira afirmamos que não há um espaço fixo, a priori, como idealiza o arquiteto,

mas um espaço folheado, um endereço que irá surgir novo a cada composição das relações de

força. O espaço existe a partir da relação; o que há, em última instância, são apenas relações. E

da mesma maneira, concomitante a isso, também não há um José a priori, porque este está

sempre em relação afetando e sendo afetado. José, da mesma maneira, apenas surge na relação.

Logo, a terceira afirmação dessa micro lente é que endereços e processos de subjetivação

são relações, surgem a partir das relações, que o que há são relações; onde José é um

componente de produção do espaço folheado e os objetos espaciais, por sua vez, ao mesmo

tempo produzem José. Assim afirmamos que os espaços são produtores parciais de subjetividade, porque são forças que afetam José, que produzem José. E a sua condição de

parcialidade é apenas porque não são as únicas forças que compõe um sujeito. Em contrapartida podemos dizer que as subjetividades são produtoras parciais de objetividade, porque José também compõe espaços e da mesma forma não é a única força de composição desses.

Endereço produz corpo e corpo produz endereço. Há a possibilidade de um formar o outro

porque ora são umas as forças ativas, que produzem; e ora são essas mesmas forças que atuam de forma inativa, logo são produzidas. Mas o que isso implica? No que implica dizermos que corpos e endereços se produzem através de relações de poder?

Implica dizer que corpos e endereços – como terminais de forças em relações de poder, ou

seja, inseridos na possibilidade de serem forças ativas e inativas – são fatos políticos. Toda a

produção de endereço dispara uma relação política com os corpos e sempre os corpos podem ser forças ativas ou inativas em relação aos endereços.

“Basta que qualquer um de nós se eleve sobre o outro, e o prolongamento dessa situação pode determinar a conduta a seguir, influenciar a conduta ou a não-conduta de outro. (…) Não podemos nos colocar fora da situação, em nenhum lugar estamos livres de toda relação de poder.” (Foucault, 2004:16)

Corpos e endereços são políticos porque ambos produzem relações sociais, ambos afetam

o campo social.  Os espaços não são fechados em si, os corpos não são interioridade, são ambos forças em relações constantes com o campo social. É essa relação que os fazem acontecimentos políticos, porque os fazem produzir as formas com que nos relacionamos nas cidades, as formas das cidades.

Tudo é político porque tudo provém de uma relação de força e, portanto, de uma relação

de poder. “Tudo é político, mas toda política é ao mesmo tempo macropolítica e icropolítica.” O macro e o micro são dois modos de recortar a realidade, “as duas efetivamente se extinguem, mas são inseparáveis, embaralhadas uma com a outra, uma na outra.” (Deleuze e Guattari 1996:90)

Quando tratamos de uma realidade, já tratamos de força e de forma ao mesmo tempo, elas estão sempre juntas.

A micropolítica trata do campo das forças, do que é invisível, enquanto a macropolítica

trata das formas, do que é visível e é justamente pelo fato de que esses modos são inseparáveis, que nos interessa a análise micropolítica. Ela nos interessa, porque a Arquitetura e o Urbanismo costumam olhar apenas para as formas, reduzindo o espaço apenas à forma, como se nele apenas encontrássemos macropolítica.

A partir da idéia de que tudo é engendrado em uma relação de força, Felix Guattari vai

propor uma micropolítica, que devolve ao campo político cada ação, cada ato de produção de

realidade. Esses atos nunca são fatos isolados, não são apenas formas, mas sempre estão

engendrados em uma relação de poder, em uma relação de força. A micropolítica é um modo de recortar a realidade a partir do campo das forças, na medida em que essas também produzem realidades, afetos, desejos.

A micropolítica nos permite analisar cada saber, cada corpo, cada endereço, cada objeto

sob uma perspectiva de produção de realidade a partir das relações de poder. O que estamos

chamando de micropolítica urbana é essa possibilidade de ver as práticas urbanas – das

disciplinas espaciais como a Arquitetura e o Urbanismo – como produtoras de realidades. É vê-las como práticas políticas através das forças que as povoam e que induzem, inibem, facilitam ou dificultam ações. É vê-las como produtoras parciais de subjetividade.

A experiência de um espaço nunca está separada dos sons, dos cheiros e de quem os

ocupa. Um endereço está sempre como um emaranhado de relações, e é justamente por isso,

pelo espaço desenhado pelo arquiteto nunca estar sozinho, que ele produz subjetividade, modos de viver, morar, andar e, portanto, é preciso dizer que os espaços são micropolíticos.

O que as forças dos objetos arquitetônicos e urbanísticos potencializam? Em que direções

às forças dos nossos desenhos atuam? Que afetos um espaço produz?

A nossa aposta nas micropolíticas urbanas está vinculada à possibilidade de fazermos

investigações políticas em cada objeto, cada conceito produzido pelo campo da arquitetura e do urbanismo. Um exercício de análise das práticas, mesmo durante sua concepção, um exercício de cartografia das forças. Um exercício que se preocupará com que tipo de subjetividade os objetos arquitetônicos e urbanísticos ajudam a engendrar.

Bibliografia

– BAPTISTA, Luis Antônio (1999). A cidade dos Sábios: reflexões sobre a dinâmica sócia nas grandes

cidades. São Paulo. Editora Summus.

– DELEUZE, Gilles (2007). Conversações. São Paulo, Editora 34, (tradução Peter Pál Pelbart de

Pourparlers)

– DELEUZE, Gilles e GUATARRI, Félix (2005a). O que é Filosofia? Rio de Janeiro. Editora 34, (tradução de

Bento Prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz de Qu’est-ce que la philosophie?)

– ________________________________ (2004). Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. Rio de

Janeiro. Editora 34, (tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa de Mille plateaux: capitalisme et

schizophrénie.)

– ________________________________ (1996). Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 3. Rio de

Janeiro. Editora 34, (tradução de Aurélio Guerra Neto, Ana Lúcia de Oliveira, Lúcia Cláudia Leão e Suely

Rolnik de Mille plateaux: capitalisme et schizophrénie.)

– ________________________________ (2005b). Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 4. São Paulo.

Editora 34, (tradução de Suely Rolnik de Mille plateaux: capitalisme et schizophrénie.)

– ________________________________ (2005c). Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 5. São Paulo.

Editora 34, (tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa de Mille plateaux: capitalisme et schizophrénie.)

– FOUCAULT, Michel (2004). Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis. Editora Vozes. (tradução de Raquel Ramalhe).

– ___________________ (2002a). Em defesa da sociedade. São Paulo. Editora Martins Fontes. (tradução de Maria Ermantina Galvão).

– ___________________ (2002b). Microfísica do Poder. Rio de Janeiro. Editora Graal. (Organização e Tradução de Roberto Machado.)

– ____________________(2006). História da Sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro. Editora Graal. (tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque).

– GUATARRI, Felix (2006). Caosmose: um novo paradigma estético. São Paulo. Editora 34. (tradução Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão).

– SANTOS, Carlos Nelson F. dos (1988). A cidade como um jogo de cartas. São Paulo. Projeto Editores.

Cultura e Política: o trabalho de Boal | por Priscila Matsunaga


EXCELENTE REFERÊNCIA!!!

Instituto Augusto Boal (blog oficial)

Trabalho apresentado recentemente pela professora Priscila Matsunaga, da Faculdade de Letras da UFRJ ao Teatro de Arena de São Paulo, em um seminário organizado pela Companhia do Latão.

Para o início dessa conversa gostaria de mencionar a importância desse espaço, hoje ocupado pela querida Companhia do Latão. Como é de conhecimento, foi neste teatro que ocorreu uma das mais importantes, inovadoras e ricas experimentações teatrais brasileiras. Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Viana Filho, José Renato, Milton Gonçalves, Flavio Migliaccio e tantos outros produziram uma renovação no teatro brasileiro que respondeu aos anseios estéticos e políticos em andamento nos anos 50 e 60. A presente exposição pretende fazer um pequeno esboço do trabalho de Augusto Boal, um dos mais reconhecidos homens de teatro no mundo. Começo com uma breve anotação sobre a importância como dramaturgo a partir de apontamentos de dois textos: Revolução na América do Sul (1960)e Murro em Ponta…

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TRUPE ORTAÉTICA CONVIDADA PARA PARTICIPAR DAS GRAVAÇÕES DA BANDA TEATRAL DE CARONA


Galera linda…

À todos interessados e que tenham disponibilidade, integrem nossa equipe que participará das gravações do mais novo clipe da BANDA DE CARONA, a mais teatral das bandas…

A gravação será no próximo Domingo, num apartamento na região da Praça Roosevelt, centro de São Paulo. No encontro desse sábado eu passo demais informações.

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Aula Inaugural de mais um semestre da Trupe Ortaética foi um sucesso!!!


Nesse sábado, dia 27 de Julho de 2013 durante 5 horas bastante intensas, aconteceu mais um encontro teatral da nossa Trupe, uma espécie de aula aberta, com a super especial presença do ator, diretor, músico e produtor artístico Ronaldo Lampi, que ministrou uma oficina inquietante de TEATRO DO OPRIMIDO aos participantes do projeto e demais inscritos.

Nessa ocasião a equipe Ortaética13 fez o lançamento oficial das novas camisetas e a divulgação dos novos eventos que já estão em nossa agenda!!!

Dentre tantas relações de aprendizado o Lampi abordou um pensamento do pesquisador de Lope da Veiga no que tange as razões e paixões pelo fazer teatral e também citou diversas outras referências que serão aos poucos publicadas aqui no nosso blog.

Para saber mais desse dia indo e ver imagens curta nossa página no facebook: http://www.facebook.com/casaortaetica DSC_1271

GALERA, VAMOS VER HELENA???


Serviço: (Brasil, 2012, 82 min, documentário). +12 anos. Direção: Petra Costa. Roteiro: Petra Costa e Carolina Ziskind. Com: Elena Andrade, Li An e Petra Costa.

Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar e deixa Petra, a irmã de 7 anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas: filmes caseiros, recortes de jornal, diários e cartas. A todo momento, Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos e acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. A mãe pressente. Petra decifra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir.

Após a exibição do filme haverá um debate com a diretora Petra Costa e convidados que abordarão questões presentes no documentário tendo a juventude, seus sonhos e conflitos, como tema central.

Convidados: Alex Piero (Diretor do CCJ), Gabriel Medina (Coordenador de Juventude da Prefeitura de São Paulo).

Dia 11/07, quinta, das 19h às 21h30. Anfiteatro.

150 lugares. Os ingressos poderão ser solicitados pela internet emwww.ingresso.ccj.art.br a partir de 01/07, ou retirados na recepção, no dia do evento, a partir das 18h.
Equipe de Comunicação
CCJ – Centro Cultural da Juventude