AINDA MAIS LUZ AOS ILUMINADOS DA TRUPEORTAÉTICA


Fim de ano é tempo de recomeço, de reciclar os sentimentos, de recarregar as bateriais, temos muito o que fazer, então peguemos impulso para saltos grandes e vôos ainda maiores.

Um coletivo de artistas é uma rede de tramas firmes, uma árvore de raízes bem fundadas e frutos certos, vamos juntos, seguimos em frente por novos desafios, com nossa mente aberta, coração aberto e dispostos para fazermos do teatro um ponto de encontro, de vida, de reflexões, de arte.

Que em 2012 só tenhamos espaço para os homens de boa vontade, aqueles que mirem na integração, na nossa bandeira, como alvos desse tempo ortaético!

 

Alehop é Fé! Fé na mente humana!!!

Tiago Ortaet

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Trupe Ortaética representada no FÓRUM TEATRAL “Arte e políticas publicas”


Representantes de grupos teatrais de todo o estado de São Paulo se reuniram nesse ultimo final de semana para discutir o mote do evento “Arte e políticas publicas”. A Trupe Ortaética foi representada por seu fundador, Tiago Ortaet.

O Fórum foi organizado pela Cooperativa Paulista de Teatro e a Prefeitura de Hortolândia, sediado na Casa de Arte e Cultura da cidade e teve grande adesão.

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O lema de nosso coletivo de artes sempre foi o mantra que rege a essência do teatro do oprimido do saudoso Boal “Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida! Atores somos todos nós e cidadão não é aquele que vive em sociedade, é aquele que a transforma” em sintonia com essa máxima, buscamos por uma rede de grupos que pensem o teatro com essa finalidade para podermos, juntos, lutarmos por condições mais dignas para nosso trabalho e cobrar políticas publicas que garantam o acesso da população aos bens imateriais, como a arte.

TRUPEORTAÉTICA indica!!!


Companhia do Latão apresenta

Para uma história do teatro político
 Leituras cênicas com grupos convidados

 


Moscou em chamas, de Maiakovski

Companhia Estudo de Cena

 

Os horácios e os curiácios, de Brecht

Companhia Antropofágica

 

Esperando Lefty, de Odets

Companhia Estável

 

A lua é muito pequena e o caminho é perigosa, de Boal

Brava Companhia

 

Apresentação teórica de Iná Camargo Costa e Daniel Puglia.

 

ENTRADA FRANCA   

Local: Estúdio do Latão

Rua Harmonia, 931 (próximo ao metrô Vila Madalena)

Informações: (11) 38141905            

16 de dezembro

19 horas         

VII FORMARAU da TRUPE ORTAÉTICA – a caminho dos próximos!!!


A cada ano ganhando mais seguidores, adeptos a esse mergulho transformador, sensível, humano no teatro, a Trupe Ortaética constrói um pólo cultural no palco sindical instituindo lutas, democratizando o acesso ao fazer artístico. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes viabiliza a alegria, a consciência crítica, a visão de liderança através desse projeto. Um gigantesco pioneirismo da luta sindical abraçando a cultura como desenvolvimento humano.

Emocionado com os frutos do trabalho realizado ao longo de todo ano o coordenador e fundador desse Projeto teatral Professor Tiago Ortaet, aponta patamares do que foi construído: “mais um ano podendo oportunizar a centenas de pessoas de todas as idades o acesso aos bens imateriais de cultura como o teatro é sem dúvida motivo de orgulho e missão cumprida. Ao longo de todo ano tivemos mais de uma dezena de turmas de teatro, núcleos de produção, palestras, eventos comunitários, sociais, seminários de pesquisas, enfim, um ano de consolidação definitiva do nosso incansável trabalho artístico/social. Agradeço ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes por fomentar essa idéia transformadora da sociedade”

Mais de 1200 pessoas passaram pelas oficinas da Trupe Ortaética nos 4 anos de existência, além da platéia efervescente de cada novo espetáculo. Os números são de fato bastante expressivos, mas a qualidade prioritária desse projeto não está nos números, mas nos sonhos realizados daqueles que tinham como desejo humano experimentar o teatro, ter acesso a

Pela sétima vez o ciclo de apresentações artísticas FORMARAU, semestralmente preparado para celebrar o teatro em comunhão com alunos dos cursos de teatro e familiares da comunidade, encheu de orgulho os envolvidos, encheu os olhos de quem esteve na platéia e encheu o auditório Paulo Pereira da Silva nas três noites de apresentações.

O VII FORMARAU foi a edição mais longa e expressiva da história desse projeto; iniciou no dia 19 de Novembro com a apresentação dos alunos da turma de adolescentes com o espetáculo “Deu a louca em Cronos” de Thais Aguiar, uma grande aventura teatral nos fez viajar no tempo através de metáforas da mitologia grega.

Dia 19 aconteceu o segundo capítulo dessa edição do FORMARAU com a turma de adultos módulo II, uma oficina mais aprofundada com técnicas de atores, uma investigação cênica com alunos veteranos no projeto. O espetáculo “O Cheiro do Tempo” transformou não apenas o auditório, mas diversas dependências do prédio num hotel esquecido pelo tempo com personagens misteriosos.

A noite do dia 26 de Dezembro fechou com chave de ouro essa celebração da vida nas artes, uma noite que ficará marcada na história do projeto, do sindicato e das centenas de alunos participantes.

Uma noite essencial e necessária de grupos agregadores que defenderam e defendem com muita propriedade o mote do coletivo Ortaética, momentos de rever o trabalho, as pesquisas e ao mesmo tempo almejar novos horizontes.

Houve cobertura jornalística, depoimentos emocionados, um mix de culturas com o Grupo “Pés Descalços” experimentações em Dança-teatro com a intervenção poética-rítmica “Caminhos, pés e histórias umbilicais” de Tiago Ortaet e Thiago Cohen.

A noite recheada de atrações e confraternizações artística entre amigos recebeu no palco o grupo de Fotografia da Trupe Ortaética com a performance teatral “Blind cÉGO” de Ana Viviane Minorelli destilando estética e ironia sobre o consumismo na atualidade.

A noite não poderia acabar sem antes triunfar no palco do sindicato o espetáculo “Pátria que me pariu” de Sol Borges inspirado na canção homônima de  ”Gabriel O pensador” com contribuições autorais de Kaliane Pereira e John Rebert…

Enfim, mais um grande passo na descoberta da essência teatral interior de cada um de nós, como brilhantemente fez o saudoso Augusto Boal “Teatro é muito mais que um evento é forma de vida! Atores somos todos nós e cidadão não é aquele que vive em sociedade, mas é aquele que a transforma”

Alehop e até 2012!!!

Luiz Fernando integrante da Trupe Ortaética faz uma tatuagem-homenagem ao nosso coletivo


Uma sensação de turbulência no meu estado de emoção, um abalo que filósofos, como os que eu tenho lido, defendem como abalos que movem a vida humana e sua essência, a arte é um abalo positivo em nossas vidas sem dúvida.

Foi essa a eloquência e a catarse em ver e comtemplar a tatuagem do Luiz Fernando, aluno de teatro da trigésima oficina teatral da TrupeOrtaética, realizada no segundo semestre de 2011.

Luiz Fernando, trabalhador, filho, metalúrgico, amigo agregador, sindicalista e ator desse coletivo de artistas populares só externalizou o que a alma já estava cheia há tempos, ele só marcou a pele por que certamente a alma estava marcada por uma força que é maior e mais importante que todos nós, que transcende qualquer projeto de arte, é o teatro que o maior diretor teatral dos céus nos permite realizar.

Disse ele “…Trupe Ortaética impossível esquecer de ti, mas se um dia a minha mente falhar, toda vez que eu olhar para meu braço lembrarei de ti e mesmo que minha mente falhe, arranquem meu braço; meu coração ainda pulsará TRUPE ORTAÉTICA”

Toda reverência as artes que nos nutre de humanidade e nos fazem estar vivos de fato e não simplesmente existir.

Só tenho a dizer: Parabéns pela coragem em não se preocupar com o politicamente correto da sociedade, pela bravura em expor esse ideal que é seu, é meu, é nosso, pela sua valiosa amizade e talento. Obrigado pela MARCANTE homenagem.

“é por essas e outras que insisto: O mundo pode acabar em 2012, a Trupe não”

Nos vemos no retorno das férias, aproveitem, descansem, leiam muito, mas não deixem de poetizar a vida um só minuto!!!

Tiago Ortaet

Coordenador e fundador da TrupeOrtaética 

…em cena do espetáculo “Pátria que me pariu” de Sol Borges inspirado na canção homônima de  “Gabriel O pensador” com contribuições autorais de Kaliane Pereira e John Rebert…

ATENÇÃO: comunicado importante


Tivemos problemas com um dos DVD´s que continham fotos de parte do VII FORMARAU, portanto, notem que na nossa página no FACEBOOK (onde muitas fotos já foram postadas por ter um carregamento muito mais rápido) faltam imagens do primeiro dia de apresentações, com o espetáculo dos Adolescentes.

Assim que o problema for resolvido as imagens serão devidamente postadas para que os ex-alunos da Trupe Ortaética possam fazer dowload das mesmas, como sempre fizemos nesses 4 anos.

Após termos atingido todo o limite de espaço na plataforma virtual do blog da TRUPE ORTAÉTICA, tive que custear um armazenamento extra para poder inserir as novas e belas imagens desse ultimo formarau.

A postagem de imagens aqui no wordpress costuma ser mais trabalhosa, mas será feita na medida do possível.

Cientes da compreensão, agradecemos!

Tiago Ortaet e Trupe Ortaética

PLÍNIO MARCOS – para refletir na TrupeOrtaética (um pouco da essência do nosso trabalho)


Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano
Tornem um homem duro ou cínico o suficiente para fazê-lo indiferente
Às desgraças e alegrias coletivas, Sempre haverá no seu coração,
Por minúsculo que seja, Um recanto suave onde ele guarda ecos dos sons
De algum momento de amor já vivido.

Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer,
De forma a atingi-lo no pequeno porém macio núcleo da sua sensibilidade.

E por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de auto-destruição
A que por desencanto ou medo se sujeita.
E por aí inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.

O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor, tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele. O autor e o diretor só são bons na medida em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar de que é um cristo da humanidade:

Seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.

É preciso coragem, muita humildade e, sobretudo, um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor de seus personagens, com a única intenção de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados, como pretendem os hipócritas com seus códigos de ética.

 Amo o ator nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão.

Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente procurando, no seu mais secreto íntimo, afinidades com as distorções de caráter de seu personagem.

Amo o ator mais ainda quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, oferecendo seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade, para expor, sem nenhuma reserva, toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado.

Amo o ator por se emprestar inteiro para expor à platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que o público se compreenda, se fortaleça
e caminhe no rumo de um mundo melhor, a ser construído pela harmonia e pelo amor.

Amo o ator consciente de que a recompensa possível não é o dinheiro, nem o aplauso, mas a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos.

Amo o ator consciente de que, no palco, cada palavra e cada gesto são efêmeros, pois nada registra nem documenta sua grandeza.

Amo o ator e por ele amo o teatro. Sei que é por ele que  o teatro é eterno e jamais será superado por qualquer arte que se valha da técnica mecânica.
Plínio Marcos
ESSE TEXTO, OU MELHOR, ESSE MANIFESTO DO TEATRO SOCIAL, FOI DEDICADO A NOSSA BANDEIRA DE LUTAS NA TRUPEORTAÉTICA NA NOITE DE HOJE PELO INTEGRANTE CARLOS KERMESSI. TODA TURMA REFLETIU, CHOROU E SE ABRAÇOU CONSCIENTES DO NOSSO PAPEL!
ALEHOP!!!